Gravando a reta final de “O outro lado do paraíso”, Ellen Rocche, a Suzy da trama, comemora o sucesso da personagem:

– É um papel incrível com várias possibilidades de dramaturgia. No início, Suzy era bem quietinha e boazinha. De repente, se transformou numa verdadeira tigresa. Estou me divertindo muito e o carinho o público é ótimo. As pessoas abraçaram de verdade a personagem. Recebo muitas mensagens, conselhos e até puxões de orelha, porque acabam me confundindo com ela.

Na história, a enfermeira, que se casou com Samuel (Eriberto Leão) sem saber que ele é gay, descobriu o caso do marido com Cido (Rafael Zulu). Mesmo depois disso, Suzy continuou tentando reconquistar o médico. E acabou tendo sucesso. Segundo a atriz, os telespectadores estão divididos acerca do desfecho:

– Tem gente que quer ver o casal (Suzy e Samuel) junto e adora quando eu faço as maldades com o Cido. Mas também existem muitas pessoas que me dizem para partir para outra e ficar com o médico bonitão. E ainda tem um grupo que deseja que a família fique unida: Adinéia (Ana Lúcia Torre), Suzy, Samuel, Cido… Eu procuro não criar expectativas. Torço para que ela tenha um bom final e entenda que o amor mais pleno é querer ver o outro feliz.

Apesar de nunca ter passado pelas situações vivenciadas pela personagem, Ellen acredita que agiria de maneira diferente:

– Eu acho que não prolongaria essa situação se descobrisse que estava namorando um homossexual. Até porque, com essa decisão, ajudaria a pessoa no processo de aceitação. A mentira aprisiona e a verdade liberta. Em relação a traição, eu não sei o que faria, cada caso é um caso. Por mais que eu seja alguém que perdoe, isso não significa que eu iria continuar com a pessoa. Um relacionamento precisa de admiração, respeito e confiança. Se um desses for quebrado, fica difícil continuar.

Recentemente, a personagem deu à luz uma menina. A atriz conta que a trama deixou mais forte seu desejo de ter filhos:

– Foi a primeira vez em que eu vivi uma mãe na TV e carreguei uma barriga tanto tempo. A gente brinca dizendo que a bebê que faz as cenas comigo já é uma atriz. Na sequência do parto, ela parou de chorar bem na hora de gravar, quando veio para o meu colo. Ela é tão mágica que até desperta uma vontade de criar uma coisa fofa na vida real. A maternidade é um dom, um milagre. Eu sempre quis ser mãe, apesar de isso nunca ter estado latente. Quem sabe mais para frente? Sempre sonhei mais encontrar o amor da minha vida e construir uma família do que necessariamente ter um filho. Mas, se a vida me permitir, quero gerar uma criança. Acho que vou ser uma mãe babona.

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